terça-feira, 1 de agosto de 2017

UMAR Açores na 10ª Edição do Festival Azure

Prevenção da Violência no Namoro

No âmbito do plano de actividades para o ano de 2017, a UMAR Açores esteve presente na 10ª edição do Festival Azure que se realizou na zona de lazer de Santa Bárbara, Angra do Heroísmo, nos dias 14 e 15 de Julho.
Através de um espaço cedido pela organização do festival, a equipa técnica, associadas e voluntárias da Associação, procuraram promover a erradicação de preconceitos associados às discriminações em função do género, sensibilizar para os sinais de abuso (verbal, psicológico, físico, sexual ou outros) nos relacionamentos íntimos, informar sobre os direitos / recursos de apoio para quem é vítima de violência no namoro / violência doméstica, incentivar o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis e prevenir a violência doméstica em relacionamentos futuros.
 
Espaço da UMAR Açores no Festival Azure 2017
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no jornal Diário Insular de 1 de Agosto de 2017
 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Sensibilizar para a Igualdade de Género

Atividades para crianças

Ao longo dos anos tem-se assistido a um melhoramento nas questões relacionadas com a Igualdade de Género em Portugal mas ainda está longe de ser uma realidade. Tanto em casa como no trabalho muitas mulheres vêm os seus direitos e regalias ficarem aquém daqueles que são dados aos homens. Ocupam mais tempo em tarefas domésticas, assim como é mais difícil para elas chegar ao topo das empresas ou a cargos de chefia.
 
Neste contexto, de forma a minimizar esta realidade, a UMAR Açores participou em duas atividades de sensibilização. A primeira realizou-se no passado dia 29 de Junho a convite do Séquito Real das Sanjoaninas 2017 da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. A Associação participou num Peddy Paper, direcionado para crianças, intitulado "Sensibilizar para a Solidariedade", que teve lugar no Jardim Duque da Terceira durante o período da manhã. A iniciativa contou com a presença de diversas associações entre as quais a Cáritas, a Make-A-Wish, a Associação Nascer e Crescer Feliz e a UMAR Açores. Participaram, aproximadamente meia centena de crianças, dos colégios do Carrossel e de Santa Clara de Angra do Heroísmo.
 
Durante a atividade, cada associação tinha uma estação na qual as crianças passavam com o objetivo de aprenderem e conhecerem mais sobre as instituições participantes. Na estação da UMAR Açores, foram disponibilizados panfletos informativos sobre a igualdade de género direcionados para as crianças, bem como para as educadoras e auxiliares de infância. Foram facultadas ainda, informações sobre os recursos de apoio disponíveis e atividades da delegação da Associação na ilha Terceira e cartazes informativos sobre a situação das Mulheres no Mundo.
 
Crianças do colégio de Santa Clara
 
Crianças do colégio Carrossel
 
A segunda atividade, realizou-se no passado dia 11 de Julho e consistiu numa visita de estudo do Ginásio da Educação Da Vinci às instalações da UMAR Açores, seguida de uma sessão de sensibilização para a igualdade de género. Participaram na iniciativa cerca de três dezenas de crianças entre os 5 e os 12 anos.
 
Para além das questões relacionadas com a igualdade de género também foram trabalhados alguns sinais de alerta para relações abusivas que mais tarde poderão originar violência doméstica. Para o efeito, utilizou-se "O Jogo da Família Gomes" com o objetivo das crianças perceberem que não existem brinquedos, atividades ou profissões exclusivamente de homens e mulheres. Acresce que tanto o homem como a mulher devem participar nas tarefas domésticas, ou seja, ambos têm os mesmos direitos e deveres. Foram ainda entregues panfletos informativos sobre a Igualdade de Género para as crianças e monitoras/es. No final da visita foi projetado o conto infantil "Quando for grande, quero ser PAI" da autoria de Susana Teles Margarido o qual aborda o tema de Igualdade de Género.
 
Visita de Estudo do Ginásio da Educação Da Vinci às instalações da UMAR Açores
 
 
Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 18 de Julho de 2017
 
 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Festival AZURE 2017


Espaço da UMAR Açores
10º Edição do Festival AZURE – Santa Bárbara

 
PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA NO NAMORO
 






























 

terça-feira, 4 de julho de 2017

DESTAQUE DO MÊS DE JUNHO DE 2017

PAULA LOURENÇO
(Produtora agrícola)
 
 
"Quando os ventos da mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento"
Érico Veríssimo
 
Paula Isabel Lourenço, tem 48 anos e é natural da freguesia de Santa Cruz, concelho da Praia da Vitória. Durante 24 anos trabalhou como auxiliar de educação numa creche e jardim-de-infância e atualmente é produtora agrícola desde os 42 anos. Foi depois da morte do seu marido que deu continuidade à empresa e continuou a trabalhar em simultâneo no colégio. Ao fim de dois anos não conseguiu conciliar ambas as atividades e por isso abdicou do colégio e ficou com a empresa pensando no futuro dos seus filhos. Actualmente conta com um funcionário que a ajuda e dividem tarefas, "raramente estou sozinha, fico na parte da ordenha a tratar dos vitelos, na limpeza da mesma e na burocracia, que não é pouca". Segundo a entrevistada, não é tarefa fácil exercer uma profissão maioritariamente associada ao masculino porque além da atividade agrícola tem à sua conta as tarefas domésticas, cuidar dos seus filhos e ajudá-los naquilo que for necessário, "como deve calcular, tenho uma vida extremamente preenchida (...) mas é gratificante principalmente quando se tem amigo/as para ajudar. É uma aprendizagem diária". Quando questionada, como foi a sua integração nesta área e quais as principais dificuldades que enfrentou, a senhora referiu que "na prática, foi começar do zero" mas tinha muita vontade de aprender, "claro que não se aprende num dia a lidar com as diversas situações ou tarefas inerentes à agricultura". As principais dificuldades que sentiu foi em relação às condições climáticas, com a forma de maneio dos animais mas sobretudo na preparação da ordenha porque esta tarefa está relacionada com diversos procedimentos que envolvem toda a maquinaria existente numa casa de ordenha, "todos estes procedimentos têm, obviamente, uma enorme responsabilidade". Uma vez que trabalha numa área maioritariamente associada ao masculino, não se sente discriminada no seu trabalho pelo facto de ser mulher, no entanto, sente "que poderá haver uma maior abertura no desempenho das mulheres na agricultura, pois em certos países é normal esta atividade ser realizada por mulheres (ex: Holanda). Relativamente à sua opinião acerca das mulheres vítimas de Violência Doméstica, comentou que "felizmente os tempos mudaram para melhor (...), este tema tem merecido algum destaque na televisão, jornais, entre outros meios de comunicação (...). Apesar de haver mais sensibilização para este tema, a nossa sociedade vê com algum conformismo e indiferença estas mulheres". Para finalizar, à pergunta, “o que acha do papel das associações que defendem os direitos das mulheres?”, a entrevistada replicou que "é bom porque estas mulheres têm a quem recorrer para orientá-las" e que é uma mais valia, "tudo o que seja para defender uma boa causa é sempre positivo".
Por Adriano Lopes Estagiário na UMAR Açores do curso de Técnico de Apoio Psicossocial
Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 4 de Julho de 2017 
 

Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas

UMAR Açores assinala
 
Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas


Sessão de Prevenção realizada no Lar Residencial da Sé valência da S.C.M.A.H.
 
No passado dia 15 de junho, assinalou-se o Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas. Segundo os dados disponibilizados pela APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, registou-se um aumento de 30% de crimes contra idoso/as entre 2013 e 2016, sendo as mulheres as principais vítimas, muitas delas a sofrerem em silêncio há mais de 40 anos.
Reconhecendo que a violência contra as pessoas idosas constitui um problema social e de saúde pública, considera-se que o seu eficaz combate pode contribuir para um futuro mais inclusivo, onde todo/as sejam respeitado/as ao longo do ciclo de vida, nomeadamente num contexto de um envelhecimento ativo e saudável.
Desta forma, a UMAR Açores foi convidada para realizar duas sessões de prevenção para a Violência Contra a Pessoa Idosa. A primeira realizou-se na Escola Profissional da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo, no âmbito do Curso Técnico de Geriatria - Reativar S3, 1 .º ano e contou com a presença de quinze formando/as, com idades compreendidas entre os 23 e os 47 anos de idade. A segunda realizou-se no Lar Residencial da Sé, valência da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo, com um grupo de idosas, onde se desenvolveu uma pequena atividade utilizando para o efeito um conjunto de temas e expressões para estimular a participação e debate do público alvo.
Os temas que foram abordados nestas duas sessões foram o conceito de maus-tratos, as suas categorias, os fatores de risco (agressor, vítima e instituições), a legislação e os alertas e obstáculos a ter. Estas sessões tiveram como objetivo dar a conhecer os direitos das pessoas idosas bem como sensibilizar e esclarecer para a violência contra a pessoa idosa.
 
Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 4 de Julho de 2017

sexta-feira, 9 de junho de 2017

CONVITE - Concentração LGBT em Angra do Heroísmo (17/06/2017)

 
Pelo NÃO à DISCRIMINAÇÃO!
Pela LIBERDADE de amar!
Uma iniciativa que envolve todos e todas os(as) que desejam viver numa sociedade sem preconceitos!
 


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Quebrar estereótipos, assegurar #MuitoMaisIgualdade

Conferência internacional “Fé na Igualdade: Pessoas LGBTI, Religião e Espiritualidade”
17 de Maio de 2017
Fotografia de Pedro Loureiro
 

A 17 de maio celebra-se o Dia (Inter)Nacional de Luta contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia. Em 2017, foi a segunda vez que foi assinalado enquanto dia nacional em Portugal e desta vez aconteceu de uma forma muito mais pública, com hastear de bandeiras arco-íris na Câmara Municipal de Lisboa e Junta de Freguesia da Misericórdia (também em Lisboa), com a inauguração de uma faixa comemorativa na fachada do edifício da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e que por lá ficará até ao final do mês de junho, mas também com uma multiplicidade de eventos físicos e iniciativas digitais um pouco por todo o país. O 17 de maio é uma data especial porque relembra o dia em que a Organização Mundial de Saúde, em 1990, retirou a homossexualidade da lista de patologias. E porquê relembrar? Porque há muitos países e muitas áreas na nossa sociedade (também em Portugal) que continuam a categorizar as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e/ou intersexo (LGBTI) como pessoas doentes, pessoas criminosas ou pessoas pecadoras e que, portanto, reforçam estereótipos e preconceitos, contribuindo assim para a discriminação e violência contra as pessoas LGBTI.
É pela importância e visibilidade deste dia que, desde 2013, a Associação ILGA Portugal apresenta todos os anos os resultados do Observatório da Discriminação em função da orientação sexual e/ou identidade de género. Em 2016, o Observatório recebeu 179 denúncias anónimas de incidentes discriminatórios, destas 92 configuram crimes de ódio segundo a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o que não significa que seja este o entendimento do Código Penal Português. A maioria dos casos, e à semelhança de anos anteriores, tratam-se de insultos e ameaças verbais que acontecem regularmente em espaço público (na rua). As vítimas, na sua maioria, têm entre 18 e 24 anos, identificam-se como homens gay e reportam que a situação denunciada teve bastante impacto psicológico nas suas vidas. Interessante é perceber que pela primeira vez, temos um grande número de situações reportadas em que as testemunhas intervieram e apoiaram a(s) vítima(s) e é também positivo realçar que, e pelo segundo ano consecutivo, houve um aumento do número de denúncias para as autoridades. Estes dados espelham bem que a discriminação ainda existe e está bastante presente no dia-a-dia das pessoas LGBTI em Portugal, mas que as pessoas cada vez mais reconhecem a homofobia, a bifobia e a transfobia e atuam perante situações a que assistem ou de que foram vítimas.
Com a consciência de que há muito trabalho ainda a fazer e em muitas áreas, a ILGA Portugal organizou no dia 17 a conferência internacional “Fé na Igualdade: Pessoas LGBTI, Religião e Espiritualidade” com representantes da diversas religiões: Krzysztof Charamsa, padre ex-funcionário do Vaticano, Wajahat Abbass Kazmi, ativista muçulmano e fundador da campanha “Allah Loves Equality”, Mark Barwick, coordenador do projeto europeu Building Communities of Trust, Maria Eduarda Titosse, Pastora na Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal, e João Cláudio Maria, ex-maestro do coro de São Domingos de Castanheira de Pera. A religião não pode ser um tabu para a sociedade e para as pessoas LGBTI, portanto este é um primeiro passo para se falar abertamente sobre fé, crenças e de que modo é que as pessoas LGBTI podem praticar a sua fé livremente, sem receio de discriminação e sem exclusão da participação na vida pública.


Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 24 de Maio de 2017
 
 

 

O que é um Técnico de Apoio Psicossocial?

Por Adriano Lopes
Estagiário na UMAR Açores do curso de Técnico de Apoio Psicossocial
 
O Técnico de Apoio Psicossocial (T.A.P) é um profissional qualificado apto a promover, autonomamente ou integrado em equipas multidisciplinares, o desenvolvimento psicossocial de grupos e comunidades no domínio dos cuidados sociais e de saúde e da intervenção social e comunitária. Este está determinado a realizar "uma função seriamente humana", isto é, promove a segurança e proteção na vida das pessoas, o contacto e desempenho pessoal, o seu sentimento comunitário e a sua afetividade. Pretende também promover uma melhor qualidade de vida do seu público-alvo.
Um Técnico de Apoio Psicossocial intervém com diversos públicos-alvo, tais como, crianças, idosos, cidadãos "sem abrigo", toxicodependentes e públicos com necessidades especiais, um deles, por exemplo, mulheres que sofrem de violência doméstica. Este tem como função, junto destas, identificar, diagnosticar, analisar e avaliar diferentes domínios, contextos, situações, problemas e comportamentos sobre os quais seja necessário intervir; Planear, organizar, desenvolver e avaliar programas, projetos, ações e atividades que dêem resposta às necessidades diagnosticadas; Definir estratégias, métodos e técnicas de intervenção face a cada situação diagnosticada; identificar recursos, encaminhando, articulando ou criando novas soluções para as situações detectadas. Os dados internos da empresa/entidade a que o técnico tem acesso, bem como os dados resultantes do trabalho deste, serão escrupulosamente considerados sigilosos.
Para finalizar, no papel de um T.A.P, é muito importante saber a Trilogia dos Três Saberes:
            -Saber Ser - o T.A.P deve trabalhar as suas características pessoais para que melhore a sua forma de ser bem como a comunicação com outras pessoas;
            -Saber Estar - trata-se do relacionamento que se estabelece com as pessoas, a sua postura corporal;
            -Saber Fazer - a aplicação adequado dos conteúdos apreendidos numa formação profissional.

Formando/as do 2º ano do curso de Técnico de Apoio Psicossocial da Escola Profissional da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo
 
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 24 de Maio de 2017
 
 

terça-feira, 16 de maio de 2017

DESTAQUE DO MÊS DE ABRIL DE 2017

Susana Coelho
 
 
Como mulher que sou, aconselho as vítimas a não se deixarem intimidar nem humilhar pelo agressor, fazendo frente às possíveis ameaças.

Susana de Lurdes Silveira Coelho, cantora Açoriana, descendente de uma família de músicos, desde cedo iniciou o seu percurso musical integrando vários grupos e diversos projectos, a solo ou em grupo, cantando variados estilos, do barroco ao jazz, passando pelo bossa nova à música tradicional. A sua motivação para cantar surgiu naturalmente através dos serões musicais em casa com o pai e as suas duas irmãs.

Em 2000 gravou o seu primeiro álbum, com o projecto Susana Coelho & Trio. Participou como cantora em diversos programas televisivos da RTP Açores, como “Xailes Negros”, “Toadas do Vento Ilhéu”, “Balada do Atlântico”, “O barco e o sonho”, ou “A lenda das Sete Cidades”. Tem actuado mais recentemente como convidada em diversos espectáculos pelos Açores e feito algumas apresentações a solo ou acompanhada na ilha Terceira.

Em 2015 lançou o seu mais recente álbum intitulado Agridoce que é um trabalho composto por doze temas que viajam por entre sonoridades com influências do jazz, da música tradicional e até mesmo do rock. Onze destas canções são originais, com letras de Cláudia Coelho Cardoso, João Lemos e de alguns autores anónimos, sendo o tema “Alma dos Poetas” da autoria de João Lemos com um poema de Florbela Espanca.

Ao longo da nossa pequena conversa a cantora referiu que, pelo facto de ser mulher, nunca sentiu qualquer dificuldade em se integrar pelos projectos onde tem passado.

Sobre a violência doméstica opina que numa primeira fase há a surpresa na cara das pessoas (pelo facto de perceberem que alguém conhecido é ou foi vítima de violência conjugal), mas depois ignoram e esquecem, visto que vivemos num sistema muito conservador e cheio de critérios. As vítimas são automaticamente esquecidas e ignoradas pelo sistema se não seguirem os critérios estabelecidos. Muitas vezes, esse esquecimento, é o mais conveniente para a sociedade…. Neste contexto advoga que o trabalho das associações de apoio às vítimas torna-se essencial nos dias de hoje. Como mulher que sou, aconselho as vítimas a não se deixarem intimidar nem humilhar pelo agressor, fazendo frente às possíveis ameaças.
 

O que dizer de Susana?!

Susana é ilha em punho
É uma quadra de junho
É solstício de verão
É voz do mar e da terra
É tudo o que da alma descerra.

Susana é a voz da Terceira,
Ilha brava e festeira,
Porto de abrigo e luar
Onde a música é salutar.
Susana por ondas navega
E a voz toda entrega
No regaço de cada dia
Numa doce maresia…

Teu canto é açoriano
Chega longe é veterano
Esvoaça qual gaivota
Neste céu que não desbota.

É a ilha que nos cria
…Essa eterna melodia…

Rosa Silva (“Azoriana”)
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 11 de Maio de 2017


quinta-feira, 30 de março de 2017

Dia Internacional da Mulher


No passado dia 8 de Março, assinalou-se o Dia Internacional da Mulher e a delegação da ilha Terceira da UMAR Açores, dinamizou uma iniciativa em parceria com a Casa do Povo de Santa Bárbara, no âmbito do projecto e unidade móvel de proximidade “Haja Saúde”.
Deste modo, técnico/as e voluntárias das duas instituições estiveram presentes no Largo Conde da Praia da Vitória de manhã e na Praça Almeida Garrett em Angra do Heroísmo durante a tarde, de modo a sensibilizar a população em geral para a igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.
Realizaram-se rastreios de saúde gratuitos e foram distribuídos folhetos alusivos ao dia e prestados esclarecimentos vários.
 
Praça Almeida Garrett em Angra do Heroísmo

Largo Conde da Praia da Vitória

Rastreios de saúde gratuitos - Unidade móvel de proximidade “Haja Saúde”
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 30 de Março de 2017


Prevenção da Violência no Namoro


Decorreu no passado dia 16 de Fevereiro, no âmbito do dia de São Valentim assinalado a 14 do mesmo mês, uma acção de prevenção da violência no namoro, resultante de uma parceria entre a UMAR Açores, a Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo e o Núcleo de Iniciativas de Prevenção e Combate à Violência Doméstica da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória.
Na referida escola foi realizado um peddy-papper intitulado “Liga-te ao Amor Saudável” da autoria do N.I.P.C.V.D., actividade dinâmica através da qual foi possível trabalhar crenças sobre a violência no namoro, identificar alguns sinais de alerta presentes em relacionamentos abusivos e debater formas de promover relacionamentos saudáveis.
O/as aluno/as participaram de forma activa, aderindo com entusiasmo aos desafios propostos.
 


 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 30 de Março de 2017
 

sexta-feira, 10 de março de 2017

DESTAQUE DO MÊS DE FEVEREIRO DE 2017

ANA OLIVEIRA
 
 
Ana Cristina Simões de Oliveira tem 35 anos e frequenta o 3º ano do curso de Eng. Agrónoma na Universidade dos Açores, trabalha como auxiliar de educação, é instrutora no ginásio Best Of Health Club e é atleta, atividade no âmbito da qual aceitou dar-nos o seu testemunho.

Como começou e o que a motivou a praticar atletismo?

Tive a minha iniciação desportiva aos 13 anos de idade como atleta federada, desde sempre adorei correr, e de todas as modalidades desportivas que experimentei, o atletismo foi a modalidade pela qual me apaixonei, por ser uma modalidade desportiva mais individual, foi aí que me enquadrei. Desde a escola primária que a hora da ginástica/educação física era aquela hora fantástica.

Como é praticar uma atividade desportiva maioritariamente associada ao masculino?

Nem sempre foi fácil, como menina e muitas vezes correr mais do que os rapazes levava a alguns comentários menos agradáveis, mas era isso que me desafiava. Em relação aos meus colegas de treino, nunca senti qualquer tipo de descriminação, muito pelo contrário. O problema mesmo é de quem vê as coisas de fora, o facto de correr/treinar maioritariamente com rapazes, fazem-nos uma rotulagem nem sempre muito simpática, e quando digo isto, não vem só do sexo masculino, mas também, e grande parte do sexo feminino. Hoje a corrida está na moda, mas nem há muitos anos atrás, a corrida era vista por quem não tinha nada que fazer da vida. Muitas mulheres me diziam  que tinha de "arranjar" uma casa para tomar conta, que correr é coisa de homens não de mulheres, que ter "músculos" é feio, não é coisa de mulheres.

Claro que nem sempre os homens gostam de ter uma colega de treinos que consiga correr tanto quanto eles, mas no meu caso, tenho muito a agradecer por me ajudarem a evoluir como atleta.

Já alguma vez se sentiu discriminada pelo facto de ser mulher?

No que toca ao desporto sim, há inúmeras situações desagradáveis como por exemplo, os prémios monetários nunca são iguais para ambos os sexos. Uma situação extremamente desagradável aconteceu há alguns anos, numa prova com exactamente a mesma distância em que eu e o meu colega (homem) fomos ambos vencedores, e o meu colega recebeu um prémio monetário no valor de 250 euros, e eu como vencedora do sexo feminino tive o prémio de valor monetário de zero euros. Sim, é lamentável!! Ainda hoje em dia, quando concorremos a determinados trabalhos somos à partida excluídas por sermos mulheres. Se erramos em alguma coisa, é porque somos mulheres...

Sobre as Mulheres vítimas de violência doméstica

Infelizmente as mulheres vítimas de violência doméstica, são vistas como umas "coitadas", muitas das vezes a sociedade até acha que a mulher"merecia" o que teve, ou porque não obedeceu, ou porque não fez, ou porque única e simplesmente  acham que a mulher não corresponde aos padrões que a sociedade de hoje ainda impõe.

É muito importante haver associação feministas como a UMAR Açores, quando uma mulher procura ajuda, é porque provavelmente já passou por muito, agressões físicas, verbais, deixam marcas para toda uma vida. Nem sempre mulheres que passam por este tipo de violência tem a capacidade de encontrar uma solução sozinhas, é necessário intervir, é necessário ajudar, é fundamental saber que não estão sozinhas, têm alguém que as defende.

Não podemos deixar que seja mais uma, não somos "coisas", não somos objectos, somos seres humanos!!

Para terminar a Ana refere que é importante que homens e mulheres vivam tratando-se de igual para igual. Se eles podem, nós também. Nunca devemos baixar a cabeça, nunca nos resignarmos e principalmente não permitirmos que nos façam sentir um ser fraco ou inferior.

 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 8 de Março de 2017