terça-feira, 1 de agosto de 2017

UMAR Açores na 10ª Edição do Festival Azure

Prevenção da Violência no Namoro

No âmbito do plano de actividades para o ano de 2017, a UMAR Açores esteve presente na 10ª edição do Festival Azure que se realizou na zona de lazer de Santa Bárbara, Angra do Heroísmo, nos dias 14 e 15 de Julho.
Através de um espaço cedido pela organização do festival, a equipa técnica, associadas e voluntárias da Associação, procuraram promover a erradicação de preconceitos associados às discriminações em função do género, sensibilizar para os sinais de abuso (verbal, psicológico, físico, sexual ou outros) nos relacionamentos íntimos, informar sobre os direitos / recursos de apoio para quem é vítima de violência no namoro / violência doméstica, incentivar o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis e prevenir a violência doméstica em relacionamentos futuros.
 
Espaço da UMAR Açores no Festival Azure 2017
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no jornal Diário Insular de 1 de Agosto de 2017
 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Sensibilizar para a Igualdade de Género

Atividades para crianças

Ao longo dos anos tem-se assistido a um melhoramento nas questões relacionadas com a Igualdade de Género em Portugal mas ainda está longe de ser uma realidade. Tanto em casa como no trabalho muitas mulheres vêm os seus direitos e regalias ficarem aquém daqueles que são dados aos homens. Ocupam mais tempo em tarefas domésticas, assim como é mais difícil para elas chegar ao topo das empresas ou a cargos de chefia.
 
Neste contexto, de forma a minimizar esta realidade, a UMAR Açores participou em duas atividades de sensibilização. A primeira realizou-se no passado dia 29 de Junho a convite do Séquito Real das Sanjoaninas 2017 da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. A Associação participou num Peddy Paper, direcionado para crianças, intitulado "Sensibilizar para a Solidariedade", que teve lugar no Jardim Duque da Terceira durante o período da manhã. A iniciativa contou com a presença de diversas associações entre as quais a Cáritas, a Make-A-Wish, a Associação Nascer e Crescer Feliz e a UMAR Açores. Participaram, aproximadamente meia centena de crianças, dos colégios do Carrossel e de Santa Clara de Angra do Heroísmo.
 
Durante a atividade, cada associação tinha uma estação na qual as crianças passavam com o objetivo de aprenderem e conhecerem mais sobre as instituições participantes. Na estação da UMAR Açores, foram disponibilizados panfletos informativos sobre a igualdade de género direcionados para as crianças, bem como para as educadoras e auxiliares de infância. Foram facultadas ainda, informações sobre os recursos de apoio disponíveis e atividades da delegação da Associação na ilha Terceira e cartazes informativos sobre a situação das Mulheres no Mundo.
 
Crianças do colégio de Santa Clara
 
Crianças do colégio Carrossel
 
A segunda atividade, realizou-se no passado dia 11 de Julho e consistiu numa visita de estudo do Ginásio da Educação Da Vinci às instalações da UMAR Açores, seguida de uma sessão de sensibilização para a igualdade de género. Participaram na iniciativa cerca de três dezenas de crianças entre os 5 e os 12 anos.
 
Para além das questões relacionadas com a igualdade de género também foram trabalhados alguns sinais de alerta para relações abusivas que mais tarde poderão originar violência doméstica. Para o efeito, utilizou-se "O Jogo da Família Gomes" com o objetivo das crianças perceberem que não existem brinquedos, atividades ou profissões exclusivamente de homens e mulheres. Acresce que tanto o homem como a mulher devem participar nas tarefas domésticas, ou seja, ambos têm os mesmos direitos e deveres. Foram ainda entregues panfletos informativos sobre a Igualdade de Género para as crianças e monitoras/es. No final da visita foi projetado o conto infantil "Quando for grande, quero ser PAI" da autoria de Susana Teles Margarido o qual aborda o tema de Igualdade de Género.
 
Visita de Estudo do Ginásio da Educação Da Vinci às instalações da UMAR Açores
 
 
Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 18 de Julho de 2017
 
 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Festival AZURE 2017


Espaço da UMAR Açores
10º Edição do Festival AZURE – Santa Bárbara

 
PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA NO NAMORO
 






























 

terça-feira, 4 de julho de 2017

DESTAQUE DO MÊS DE JUNHO DE 2017

PAULA LOURENÇO
(Produtora agrícola)
 
 
"Quando os ventos da mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento"
Érico Veríssimo
 
Paula Isabel Lourenço, tem 48 anos e é natural da freguesia de Santa Cruz, concelho da Praia da Vitória. Durante 24 anos trabalhou como auxiliar de educação numa creche e jardim-de-infância e atualmente é produtora agrícola desde os 42 anos. Foi depois da morte do seu marido que deu continuidade à empresa e continuou a trabalhar em simultâneo no colégio. Ao fim de dois anos não conseguiu conciliar ambas as atividades e por isso abdicou do colégio e ficou com a empresa pensando no futuro dos seus filhos. Actualmente conta com um funcionário que a ajuda e dividem tarefas, "raramente estou sozinha, fico na parte da ordenha a tratar dos vitelos, na limpeza da mesma e na burocracia, que não é pouca". Segundo a entrevistada, não é tarefa fácil exercer uma profissão maioritariamente associada ao masculino porque além da atividade agrícola tem à sua conta as tarefas domésticas, cuidar dos seus filhos e ajudá-los naquilo que for necessário, "como deve calcular, tenho uma vida extremamente preenchida (...) mas é gratificante principalmente quando se tem amigo/as para ajudar. É uma aprendizagem diária". Quando questionada, como foi a sua integração nesta área e quais as principais dificuldades que enfrentou, a senhora referiu que "na prática, foi começar do zero" mas tinha muita vontade de aprender, "claro que não se aprende num dia a lidar com as diversas situações ou tarefas inerentes à agricultura". As principais dificuldades que sentiu foi em relação às condições climáticas, com a forma de maneio dos animais mas sobretudo na preparação da ordenha porque esta tarefa está relacionada com diversos procedimentos que envolvem toda a maquinaria existente numa casa de ordenha, "todos estes procedimentos têm, obviamente, uma enorme responsabilidade". Uma vez que trabalha numa área maioritariamente associada ao masculino, não se sente discriminada no seu trabalho pelo facto de ser mulher, no entanto, sente "que poderá haver uma maior abertura no desempenho das mulheres na agricultura, pois em certos países é normal esta atividade ser realizada por mulheres (ex: Holanda). Relativamente à sua opinião acerca das mulheres vítimas de Violência Doméstica, comentou que "felizmente os tempos mudaram para melhor (...), este tema tem merecido algum destaque na televisão, jornais, entre outros meios de comunicação (...). Apesar de haver mais sensibilização para este tema, a nossa sociedade vê com algum conformismo e indiferença estas mulheres". Para finalizar, à pergunta, “o que acha do papel das associações que defendem os direitos das mulheres?”, a entrevistada replicou que "é bom porque estas mulheres têm a quem recorrer para orientá-las" e que é uma mais valia, "tudo o que seja para defender uma boa causa é sempre positivo".
Por Adriano Lopes Estagiário na UMAR Açores do curso de Técnico de Apoio Psicossocial
Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 4 de Julho de 2017 
 

Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas

UMAR Açores assinala
 
Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas


Sessão de Prevenção realizada no Lar Residencial da Sé valência da S.C.M.A.H.
 
No passado dia 15 de junho, assinalou-se o Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas. Segundo os dados disponibilizados pela APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, registou-se um aumento de 30% de crimes contra idoso/as entre 2013 e 2016, sendo as mulheres as principais vítimas, muitas delas a sofrerem em silêncio há mais de 40 anos.
Reconhecendo que a violência contra as pessoas idosas constitui um problema social e de saúde pública, considera-se que o seu eficaz combate pode contribuir para um futuro mais inclusivo, onde todo/as sejam respeitado/as ao longo do ciclo de vida, nomeadamente num contexto de um envelhecimento ativo e saudável.
Desta forma, a UMAR Açores foi convidada para realizar duas sessões de prevenção para a Violência Contra a Pessoa Idosa. A primeira realizou-se na Escola Profissional da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo, no âmbito do Curso Técnico de Geriatria - Reativar S3, 1 .º ano e contou com a presença de quinze formando/as, com idades compreendidas entre os 23 e os 47 anos de idade. A segunda realizou-se no Lar Residencial da Sé, valência da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo, com um grupo de idosas, onde se desenvolveu uma pequena atividade utilizando para o efeito um conjunto de temas e expressões para estimular a participação e debate do público alvo.
Os temas que foram abordados nestas duas sessões foram o conceito de maus-tratos, as suas categorias, os fatores de risco (agressor, vítima e instituições), a legislação e os alertas e obstáculos a ter. Estas sessões tiveram como objetivo dar a conhecer os direitos das pessoas idosas bem como sensibilizar e esclarecer para a violência contra a pessoa idosa.
 
Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 4 de Julho de 2017

sexta-feira, 9 de junho de 2017

CONVITE - Concentração LGBT em Angra do Heroísmo (17/06/2017)

 
Pelo NÃO à DISCRIMINAÇÃO!
Pela LIBERDADE de amar!
Uma iniciativa que envolve todos e todas os(as) que desejam viver numa sociedade sem preconceitos!
 


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Quebrar estereótipos, assegurar #MuitoMaisIgualdade

Conferência internacional “Fé na Igualdade: Pessoas LGBTI, Religião e Espiritualidade”
17 de Maio de 2017
Fotografia de Pedro Loureiro
 

A 17 de maio celebra-se o Dia (Inter)Nacional de Luta contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia. Em 2017, foi a segunda vez que foi assinalado enquanto dia nacional em Portugal e desta vez aconteceu de uma forma muito mais pública, com hastear de bandeiras arco-íris na Câmara Municipal de Lisboa e Junta de Freguesia da Misericórdia (também em Lisboa), com a inauguração de uma faixa comemorativa na fachada do edifício da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e que por lá ficará até ao final do mês de junho, mas também com uma multiplicidade de eventos físicos e iniciativas digitais um pouco por todo o país. O 17 de maio é uma data especial porque relembra o dia em que a Organização Mundial de Saúde, em 1990, retirou a homossexualidade da lista de patologias. E porquê relembrar? Porque há muitos países e muitas áreas na nossa sociedade (também em Portugal) que continuam a categorizar as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e/ou intersexo (LGBTI) como pessoas doentes, pessoas criminosas ou pessoas pecadoras e que, portanto, reforçam estereótipos e preconceitos, contribuindo assim para a discriminação e violência contra as pessoas LGBTI.
É pela importância e visibilidade deste dia que, desde 2013, a Associação ILGA Portugal apresenta todos os anos os resultados do Observatório da Discriminação em função da orientação sexual e/ou identidade de género. Em 2016, o Observatório recebeu 179 denúncias anónimas de incidentes discriminatórios, destas 92 configuram crimes de ódio segundo a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o que não significa que seja este o entendimento do Código Penal Português. A maioria dos casos, e à semelhança de anos anteriores, tratam-se de insultos e ameaças verbais que acontecem regularmente em espaço público (na rua). As vítimas, na sua maioria, têm entre 18 e 24 anos, identificam-se como homens gay e reportam que a situação denunciada teve bastante impacto psicológico nas suas vidas. Interessante é perceber que pela primeira vez, temos um grande número de situações reportadas em que as testemunhas intervieram e apoiaram a(s) vítima(s) e é também positivo realçar que, e pelo segundo ano consecutivo, houve um aumento do número de denúncias para as autoridades. Estes dados espelham bem que a discriminação ainda existe e está bastante presente no dia-a-dia das pessoas LGBTI em Portugal, mas que as pessoas cada vez mais reconhecem a homofobia, a bifobia e a transfobia e atuam perante situações a que assistem ou de que foram vítimas.
Com a consciência de que há muito trabalho ainda a fazer e em muitas áreas, a ILGA Portugal organizou no dia 17 a conferência internacional “Fé na Igualdade: Pessoas LGBTI, Religião e Espiritualidade” com representantes da diversas religiões: Krzysztof Charamsa, padre ex-funcionário do Vaticano, Wajahat Abbass Kazmi, ativista muçulmano e fundador da campanha “Allah Loves Equality”, Mark Barwick, coordenador do projeto europeu Building Communities of Trust, Maria Eduarda Titosse, Pastora na Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal, e João Cláudio Maria, ex-maestro do coro de São Domingos de Castanheira de Pera. A religião não pode ser um tabu para a sociedade e para as pessoas LGBTI, portanto este é um primeiro passo para se falar abertamente sobre fé, crenças e de que modo é que as pessoas LGBTI podem praticar a sua fé livremente, sem receio de discriminação e sem exclusão da participação na vida pública.


Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 24 de Maio de 2017